Conchas, Léo e Puruba: três praias no norte de Ubatuba, em uns 12 km de estrada, cada uma mais difícil de chegar que a anterior.
Praia deserta em Ubatuba existe, mas não é sorte nem segredo: é o caminho. Trilha, estrada de terra sem placa, rio pra atravessar. É isso que segura a multidão do lado de fora.
A real: "deserta" aqui quer dizer bem menos gente, não vazia garantida. Feriado e verão sempre trazem mais movimento. Mesmo assim, costumam ser bem mais vazias que as praias famosas.
Aqui vai a ordem certa, onde deixar o carro em cada uma e o que fazer no rio do Puruba. 👇
Onde parar: na Praia do Félix (acesso pela Rio-Santos, uns 17 km ao norte do Centro). Pra ficar perto da trilha, o estacionamento é o do canto esquerdo da praia, por um trechinho de terra.
A trilha: sai do canto esquerdo do Félix. Uns 500 metros, de 10 a 20 minutos, com pedra no caminho: calçado firme. (A Praia do Português é a do outro lado, pelo canto direito.)
Lá dentro: não tem quiosque, é cercada de mata, e o mar forma uma piscina no meio das rochas. Bom pra máscara de mergulho.
📍 Conchas no Maps🚗 Félix → Léo · ~6 km · uns 10 min de carro
Onde parar: a entrada fica na Rio-Santos entre o km 28 e o km 27, no sentido Paraty, como referência o Condomínio Prumirim. É uma estrada de terra mal sinalizada: se passou do guard-rail da curva seguinte, volta e tenta de novo. Vaga é pouca, o carro fica nos recuos da mata.
A trilha: curta e fácil, menos de 500 metros do fim da estrada até a areia.
Lá dentro: sem estrutura nenhuma, mar calmo e raso, transparente e cheio de pedra, e sombra de árvore na areia.
🚗 Léo → Puruba · ~6 km · uns 10 min de carro
Onde parar: a uns 26 km do Centro. Da rodovia são mais uns 1,5 km até o estacionamento, dentro da comunidade de pescadores.
O rio: aqui os rios Puruba e Quiririm encontram o mar, e pra pisar na areia da praia você atravessa o rio.
✅ Maré baixa e tempo seco: a maioria atravessa a pé, com água no joelho, no máximo na cintura.
🛶 Rio cheio: a pé não dá, só de barco. Os caiçaras da comunidade fazem a travessia (pago). Combina a volta com o barqueiro.
⛔ Correnteza forte: não atravessa, nem nadando, nem quem nada bem.
Lá dentro: praticamente sem estrutura e pouca sombra. É muito difícil ela encher.
📍 Puruba no MapsComece cedo pelas Conchas (o Félix é a mais procurada das três), siga pro Léo e deixe o Puruba pra hora em que a maré estiver baixa. Olha a tábua de marés de Ubatuba do dia antes de sair (o Instituto Oceanográfico da USP publica a previsão oficial de Ubatuba) e encaixa o Puruba perto da baixa-mar. Se a maré baixa cair cedo, inverte a ordem.
Nenhuma das três tem estrutura de verdade: água, lanche, protetor e guarda-sol (o Puruba tem pouca sombra), calçado firme pra trilha das Conchas, máscara de mergulho, e uma bolsa estanque se for atravessar o rio. E leva o teu lixo de volta.
Copia e cola no teu bloco de notas antes de ir:
As três no mapa, pelo GPS das minhas fotos. A mais difícil de achar é a entrada do Léo: confere aqui antes de sair.
Deixa teu e-mail que eu te mando roteiros, cantos secretos e os bastidores de quem mora em Ubatuba , direto, sem passar pelo feed. 🤙


E os mais bonitos são os escondidos assim: sem placa, sem agito, que você só acha se alguém daqui te contar.
Quantos paraísos desses você vai passar do lado e perder na sua viagem, só por não saber que existem ou como chegar?
Foi por isso que eu juntei 4 anos morando aqui, cada praia e a melhor hora de ir, num lugar só.
Todas as praias escondidas de Ubatuba, como chegar em cada uma, o melhor horário e os roteiros prontos (como esse das praias desertas). Pra você não perder nenhum paraíso na sua viagem.
Rio, mar e serra no mesmo quadro, sem ninguém atrás: é de cinema. Eu fotografo casais, família, gestante e quem quer registrar a viagem de um jeito que ninguém esquece.
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