Três paradas num dia, na ordem que funciona. Sem passaporte, só com a tábua de maré na mão.
Veio do vídeo? Então você já viu as três: a pedra redonda com água verde, a piscina no meio das rochas e o mar parado que parece lagoa. Aqui tá o caminho de cada uma, na ordem que eu faria.
A comparação com Tailândia, Mediterrâneo e Caribe é de paisagem, não de geografia. O que importa de verdade é outra coisa: a maré. É ela que decide se você entra no Português ou dá meia volta.
Eu moro aqui e fotografo essas praias há anos. Salva a página antes de descer a serra e abre o mapa offline.
Português e Conchas saem da mesma praia, a do Félix, um em cada canto. O Lamberto fica no sul, uns 30 km de Rio-Santos depois. Por isso a ordem é essa: primeiro o que depende da maré baixa, por último o mar calmo.
Fica escondida atrás das pedras do canto direito da Praia do Félix. Não tem trilha na mata: você vai por cima do costão, poucos minutos, subindo e descendo rocha. Lá dentro são uns 30 metros de areia e água verde que forma uma espécie de piscina. Nos mapas antigos ela aparece como Praia Esquecida.
Volta pro Félix e vai pro canto esquerdo. Dali sai uma trilha fácil de uns 20 minutos, cercada de mata, até uma praia com o mar muito transparente fazendo piscina no meio das rochas. Em linha reta, ela fica a pouco mais de 1 km do Português.
Pega a Rio-Santos sentido sul: são uns 30 km do Félix até o Lamberto. A praia fica escondida na beira da rodovia, com uma trilha curta até a areia. É a do mar parado, e tem explicação científica pra isso (logo abaixo).
Fontes: Melhores Destinos (Português, Conchas, Lamberto), São Paulo Secreto, Catraca Livre; distâncias por Mapbox e GPS das fotos
A entrada do Félix é por dentro de um condomínio na Rio-Santos, na altura do km 34. Depois da portaria, é cerca de 1 km até o estacionamento. Pra ficar perto da trilha da Conchas, o canto esquerdo tem um trecho curto de terra.
O estacionamento fica na margem da rodovia, e dali sai a trilha curta até a praia. É pequeno e lota em dia de movimento.
| Trecho | Distância |
|---|---|
| Centro de Ubatuba até o fim da estrada do Félix | 15,9 km |
| Conchas até Português (linha reta) | 1,1 km |
| Félix até o Lamberto (Rio-Santos) | 29,6 km |
| Centro de Ubatuba até o Lamberto | 12,5 km |
Fonte: Melhores Destinos e Quero Viajar Mais (acesso); Mapbox Directions, sem trânsito (distâncias)
A previsão oficial de maré de Ubatuba é publicada pelo Instituto Oceanográfico da USP. Na véspera, você vê o horário da maré baixa e monta o dia em volta dele: o Português entra primeiro, perto da baixa.
O caminho é por cima das pedras do costão, passando pela água. Com a maré subindo, a passagem fica bloqueada e a pedra fica escorregadia. Não é lugar pra apostar.
Fontes: IO-USP; Catraca Livre, São Paulo Secreto e Quero Viajar Mais (passagem e pedras)
O Lamberto fica dentro da Enseada do Flamengo. Um estudo do Instituto Oceanográfico da USP comparou cinco enseadas da região de Ubatuba (Mar Virado, Fortaleza, Flamengo, Toninhas e Ubatuba) e concluiu que, por causa da Ilha Anchieta e da Ilha do Mar Virado, a do Flamengo é a mais abrigada das ondas que chegam do sul, sudoeste e leste. São duas ilhas segurando o mar.
A Ilha Anchieta e a Ilha do Mar Virado ficam na boca da enseada e quebram a força da ondulação antes de ela chegar na areia.
A Base de Pesquisa Clarimundo de Jesus, do Instituto Oceanográfico da USP, fica na Praia do Lamberto.
O mesmo estudo mostra que, na passagem de frente fria, o sedimento fino do fundo se mexe. Na prática: pra ver a água clara, escolhe dia de tempo firme.
Fonte: Mahiques (1995), Boletim do Instituto Oceanográfico da USP; Jornal da USP (base de pesquisa)
Barco a partir de Picinguaba, 10 a 15 minutos de travessia. Tem limite de 177 pessoas ao mesmo tempo, em turnos de 3 horas, só com operador credenciado. Reserva antes.
Trilha de uns 30 minutos a partir do canto esquerdo da Prainha da Enseada. Sem estrutura nenhuma, mar agitado e a Ilha Anchieta no horizonte. O fim da trilha é uma encosta íngreme.
Mar muito calmo, acesso por escadaria de condomínio que libera a entrada. Não tem quiosque e lota em fim de semana de sol.
No sul da cidade, a maré baixa descobre um aquário natural nas pedras da Praia da Fortaleza. De novo: quem manda é a maré.
Quase toda a costa de Ubatuba olha pro sudeste. A Almada fica numa baía do norte virada pro oeste: dá pôr do sol no mar. Fica a uns 38 km do Centro.
No extremo norte, trilha de uns 30 minutos a partir do canto esquerdo da Praia do Camburi, passando pela comunidade quilombola. São sete poços, três bons de nadar.
Português e Conchas não têm quiosque. O que você não levar, você não tem.
O caminho do Português é por cima do costão. Sandália que segura no pé faz diferença. Chinelo solto é pedido de tombo.
Sem estrutura, sem lixeira. Volta com tudo que levou.
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Dá pra fazer as três num dia, mas não em qualquer horário. Quem chega no Félix com a maré alta perde a primeira parada e só descobre isso em cima da pedra.
Cinco minutos com a tábua de maré na véspera valem o dia inteiro. Salva esta página e manda pra quem vai com você.
A que mais lembra é a Praia do Lamberto, no sul: água verde e mar parado, porque a Ilha Anchieta e a Ilha do Mar Virado seguram as ondas, segundo um estudo do IO-USP.
Pela Praia do Félix, no canto direito, passando por cima das pedras do costão. São poucos minutos, mas só dá com a maré baixa.
Sim. Sai do canto esquerdo da Praia do Félix e leva uns 20 minutos, numa trilha fácil no meio da mata.
Dá. Português e Conchas saem do Félix; depois são uns 30 km de Rio-Santos até o Lamberto. Comece pelo Português perto da maré baixa.
A previsão oficial é publicada pelo Instituto Oceanográfico da USP. Olhe na véspera e monte o roteiro em volta da maré baixa.
Eu fotografo casais, família, gestante e quem quer registrar a viagem de um jeito que ninguém esquece.
QUERO MEU ENSAIO →Cada vídeo da série tem um material assim. Escolhe o próximo:
Fotos desta página: Renan Life. Fontes de cada dado no fim de cada bloco.
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